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E o Economista Sou Eu

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O que temos a dizer sobre a saga BANIF

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A imprensa tem feito inúmeras notícias sobre o Banif, cuja situação económico-financeira está longe de ser fácil. Uma televisão teve uma notícia mais alarmista durante o fim de semana e a consequência foi que enormes receios se instalaram nos depositantes da instituição.

 

A opacidade não deve ser a regra para as televisões. Mas notícias imprecisas ou falsas sobre o sistema financeiro devem ser, a todo o custo, evitadas dado que, em última análise podem destruir o banco. E o efeito de destruição de um banco não prejudica apenas os seus acionistas, mas pode atingir grande parte dos seus clientes: os depositantes.

Na realidade, notícias e rumores podem conduzir a uma “corrida aos bancos” (“bank run”). Essa situação ocorre quando um grande número de clientes de um banco levanta os seus depósitos porque creem que o banco está, ou pode ficar, insolvente.

À medida que o pânico progride, gera o seu próprio momento, como uma profecia autorrealizável: à medida que mais pessoas levantam os seus depósitos, a probabilidade de incumprimento do banco aumenta, e isto encoraja mais levantamentos. Isto pode desestabilizar o banco ao ponto de este ficar à beira da falência.

É por isso (mas não só por isso) que foram constituídos fundos de garantias de depósitos. Em Portugal, o Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) é dotado de autonomia administrativa e financeira (nos termos do n.º 1 do artigo 154.º do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras).

Assim, o Fundo dispõe de recursos próprios, que gere de forma autónoma com o objetivo de preservar o respetivo valor e assegurar a liquidez.

Constituem recursos do Fundo, as contribuições iniciais e as contribuições periódicas (anuais) das instituições de crédito participantes, os rendimentos da aplicação de recursos e o produto das coimas aplicadas às instituições de crédito.

Se um banco ficar insolvente, o FGD garante o reembolso da totalidade do valor global dos saldos em dinheiro de cada depositante, até ao limite de 100 000 euros por depositante.

Ou seja, para um pequeno depositante todo o seu dinheiro estará sempre seguro, desde que a aplicação seja verdadeiramente um depósito (no caso do BES, muitos clientes pensavam, ou alegam que pensavam, que tinham investido em depósitos, mas, na verdade, investiram em papel comercial, um instrumento que não está abrangido pelo fundo de garantia de depósitos e que, por isso, tinha uma taxa de juro mais elevada).

 

 

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